Por que será que, ás vezes, tenho a impressão,
de que somos como aquele cão,
que corre atrás do próprio rabo,
quem sabe como suicidas cavando o próprio buraco.
Queria acreditar nas palavras motivadoras que grito,
pra que elas possam entrar no inconsciente.
Mas, no sentido delas não acredito,
acho que devo deixar fluir aquilo que eu sinto.
Sei lá, para as mães talvez sejamos como a boneca nos tempos de criança,
de quem cuidam, penteam o cabelo, e depois deixam ali, sabendo que assim sempre hão de estar.
Mas, no mundo real não é assim: nós sentimos, rimos e choramos; e quando olhamos pro lado, não há ninguém para nos consolar.
Só queria um espaço solitário onde possa ser o visionário,
mas é embassado, sentir-se só tendo alguém ao lado.
É como uma mente distinta, pairando em outro lugar.
Posso imaginar, mas nunca conheci o mar!
Eu sei o que está errado, mas por que nada faço?
O tempo passa tão rápido, não quero me tornar um idoso amargurado!
Será que, como os cães, o nosso destino é viver e viver?
Ou antes de tudo há um sentido, um porquê?
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