quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

Meu bem-querer

Seu rosto é doce como pessego, seu olhar é terno como de uma menina sonhadora, quero conversar contigo sem receio, ter-te de meu coração como domadora… Seus lábios me convidam a provar o doce sabor de morango, chamando-me com tons vivos de vermelho. Seus cabelos são como um frondoso arvoredo, que me faz querer ir escalando.. Voçê me deixa sonhando, em ter-te comigo no meu peito. Se a robustez e a formosura andam juntas, como num cacho de frutas, és por certo num ser: Há quem canto agora, o meu bem-querer. Musa minha, a ti quero cantar minha poesia, cuja música roubo do sabiá que te canta quando amanhece o dia, cuja letra furto de quem olha para ti, com alegria; cujo sentimento se expressa em forma de música, esta cantoria...

Olhar terno

Na vereda da justiça está a vida, e no caminho da sua carreira não há morte. (Provérbios 12:28)

Esse olhar terno paralisa:

é algo que nenhum artista

ousou sequer imaginar em seus devaneios,

quem sabe um dia descobrirei os seus segredos…

Como um felino acoado sob olhares curiosos,

é assim voçẽ diante de jovens amorosos.

Não se acanhe, nem me estranhe,

se de Amor eu te chame…

É o sentimento falando por mim, calando minha razão,

se isso é paixão, não sintas compaixão…

Não quero encher seus ouvidos de palavras ocas de sentido,

antes te despertar alguma emoção, nada mais que isso.

Não quero só um aperto de mão, nem ser apenas teu amigo.

Não quero ser teu irmão, quero ser teu marido.