quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

Seus cabelos

Onde está, ó morte, o teu aguilhão? Onde está, ó inferno, a tua vitória? (1 Coríntios 15:55)

Seus cabelos,

enquanto meus olhos estão a percorrê-los,

as deixo escapar entre os dedos.


Seus cabelos,

podem ser retos, ondulados ou em caracóis,

seu rosto, o sol; os raios, os sóis.


Seus cabelos,

podem ser crespos, linhas em ziguezague;

que pavoneiam-se majestosamente para que eu divague.


Seus cabelos,

podem ser cacheados, alisados ou crespos,

cujas ondas podem se extender até os confins, ou morrerem no começo.


Seus cabelos…

podem ser lisos, fios seguindo a lei da gravidade;

pousando sobre os ombros como cachoeira, emoldurando sua face.


Seus cabelos…

podem ser louros, brilhantes como raios de sol:

Quando vêns eis amor abundante, a alumiar o campo verdejante. Quando partes és o arrebol


Seus cabelos…

Sendo ou não perfeitos,

quero com meus dedos poder percorrê-los.