quinta-feira, 29 de maio de 2014

COMO CÃES

A verdade brotará da terra, e a justiça olhará desde os céus. (Salmos 85:11)

 

Por que será que, ás vezes, tenho a impressão,

de que somos como aquele cão,

que corre atrás do próprio rabo,

quem sabe como suicidas cavando o próprio buraco.

Queria acreditar nas palavras motivadoras que grito,

pra que elas possam entrar no inconsciente.

Mas, no sentido delas não acredito,

acho que devo deixar fluir aquilo que eu sinto.

Sei lá, para as mães talvez sejamos como a boneca nos tempos de criança,

de quem cuidam, penteam o cabelo, e depois deixam ali, sabendo que assim sempre hão de estar.

Mas, no mundo real não é assim: nós sentimos, rimos e choramos; e quando olhamos pro lado, não há ninguém para nos consolar.

Só queria um espaço solitário onde possa ser o visionário,

mas é embassado, sentir-se só tendo alguém ao lado.

É como uma mente distinta, pairando em outro lugar.

Posso imaginar, mas nunca conheci o mar!

Eu sei o que está errado, mas por que nada faço?

O tempo passa tão rápido, não quero me tornar um idoso amargurado!

Será que, como os cães, o nosso destino é viver e viver?

Ou antes de tudo há um sentido, um porquê?

 

sexta-feira, 16 de maio de 2014

Olhar de poço sem fundo

Porque todo o que é nascido de Deus vence o mundo; e esta é a vitória que vence o mundo, a nossa fé. (1 João 5:4)

 

Seus olhos parecem poço sem fundo.

Se caio aí, atravesso o outro lado do mundo.

Se estou aqui no Brasil,

surjo lá no Japão.


Escute, presta atenção:

Fecha o zóio, que já fico na tentação,

de furar teu olho.

não seja louco.


Sou bobo, sou louco, tudo isso que tu pensa de mim.

Mas, quem é tu pra falar assim?

Voçê sabe que tenho sangue ruim,

e voçê ainda ousar enfrentar á mim?


Escute, me manda para um psiquiatra.

Mas, tu não vai fazer isso, ou melhor, voçê não vai fazer nada.

Sabe por quê? Por que quem pouco faz, muito fala.


Sabe, te vi na TV, num programa chamado TBBT.

Cara, fico com dó de ti, tu não tinha nenhuma mina afim.

Ficava com dó, pois pensava: Cara, ele não tem culpa,

de ter nascido assim.


Sabe por que tu usa boné?

Talvez eu saiba, pois, em minha cabeça talvez isso não caiba.

Seu chifre se oculta sob esta boina,

reconheça: corno tu é!!

E aqui não há um que não saiba!!!